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Tonho Matéria

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Tonho Matéria

Artista/Banda/Compositor

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ACERCA DE

“Dos seus dialetos, reflexos e mistério que é a natureza maior”<br /> <br /> Tonho Matéria teve a descoberta que seu caminho era a música, desde os quinze anos , quando se ouvia nas rádios alguns artistas da época, foi num. Carnaval da Bahia, enfrentando multidões junto com sua mãe que na época era vendedora de acarajé durante as festas de largo e manifestações populares, que Tonho foi convidado a participar de um arrastão de rua, que logo após o convite ele já estaria no palco montado em um dos cartão postais de Salvador e fazendo experimentações de uma música que estaria no seu caderno de escola.<br /> <br /> Outro momento foi a prova de fogo de cantar no trio elétrico do Camaleão junto com Luiz Caldas ( O criador do movimento Axé-Music), numa época em que homens negros e de gêneros do Samba-Reggae não puxavam blocos privados. Desde então, faz da festa barroca das multidões a oportunidade de renovar sua expressão artística. Em suas turnês e apresentações internacionais, tornou-se uma espécie de “Autoditada” da música e da cultura brasileira. O artista de personalidade energizada, que preserva pela criatividade, responsabilidade e engajamento social, a excelência de inovações em seus trabalhos, Tonho Matéria vai rumo à diversidade musical e ainda tem a seu favor, a alegria e energia contagiante de quem é baiano e com orgulho de ser brasileiro!<br /> <br /> Carreira/Discos<br /> <br /> Em 1989, Tonho Matéria, Sai da banda percussiva Olodum e lança seu primeiro disco, intitulado a música de trabalho “Tchau Galera” formou tornou-se um grande hits no final da década de 80. Nesse trabalho, começaram a fluir algumas premiações como Prêmio Imprensa e Troféu Caymmi.<br /> <br /> Em um dos seus shows, no ano de (1992) Tonho Matéria canta no Festin Bahia, em pleno dia de quinta-feira, Teatro Concha Acústica, atraiu mais de (3) Três mil pessoas que se espalharam pela arquibancada provocando um grande entretenimento com o artista.<br /> <br /> Seu segundo disco solo “Tá na cara” (1994), lançado pela gravadora Continental, deu início a um fenômeno que logo mais iria conquistar todo o Brasil. A música “Tchaco”, tornou-se o maior sucesso das rádios baianas e mais tarde de todo o Norte e Nordeste. Sua interpretação, hoje antológica, do samba-reggae - gêneros originados dos blocos afros do carnaval da Bahia, com influência direta dos tambores típicos, provocaram a iniciação do pagode no país.<br /> <br /> O seu próximo álbum, o “Rum Bragadá” (1995), surgiu no momento em que o Brasil vivia o encantamento da descoberta de uma nova estrela. Com a música que deu nome ao disco, o artista chegou ao primeiro lugar nas paradas de todo o país, onde permaneceu por vários meses. O álbum bateu todos recordes de venda, fazendo de Tonho Matéria o primeiro artista a receber o disco de Platina por 250 mil cópias vendidas. O sucesso desse trabalho é tão impressionante que, tantos anos depois do seu lançamento, ele continua com uma vendagem anual expressiva, já tendo ultrapassado 300mil cópias vendidas no Brasil e no exterior.<br /> <br /> Especial na Rede Globo, apresentações pela Europa, capas de revistas, centenas de entrevistas para todos os meios de comunicação: o “ Rum Bragada” teria seu sucesso coroado por shows em todo o Brasil com recordes de público, atingindo mais de dois milhões de espectadores em apresentações por todas as capitais.<br /> <br /> O álbum seguinte, “Marechal da Alegria” (1996), provou que o cantor não era um fenômeno passageiro: aumentaram as suas turnês pelo Brasil e pelo exterior. Esse trabalho ratificou sua versatilidade como compositor e arranjador. Fazendo parte do mega festival de Montreux, na suíça, onde cerca de milhares de brasileiros e europeus dançaram ao ritmo quente da Bahia.<br /> <br /> Em (1997), com “Aldeia Tribal” , Tonho continuou o seu sucesso de público, conquistando definitivamente a crítica que, sob o impacto do seu sucesso popular, (Ah, Tô maluco minha gente), reconheceu a consistência musical do artista. Um álbum que passeia pelas mais diversas linhas musicais de África, Samba-Reggae – MPB, homenageando as raízes musicais e étnicas brasileiras, com arranjos que mostram a modernidade de Brasil e África das variações do nosso ritmo mais tradicional. Esse trabalho é um grande marco na carreira do artista, principalmente para o mercado internacional.<br /> <br /> Se passado um ano, em (1999), ela finalmente lança seu primeiro disco gravado ao vivo, atendendo a um insistente desejo dos seus fãs de ter, em disco, o clima eletrizante dos shows. Nesse trabalho, a artista mistura a guitarra baiana, frevo, samba-reggae e o seu lado romântico, típico dos trios elétricos do Carnaval com a guitarra elétrica do rock. Com um repertório que contém além dos sucessos de todos os seus álbuns solo, a exemplo de “Rum Bragadá, To Maluco, Na boca do Povo, entre outras canções que marcaram o Brasil, a artista gravou músicas que cantava nos shows e que nunca havia registrado em disco, além de cinco novas composições, quatro delas de autoria de Tonho sozinho ou com parceiros.<br /> <br /> Embora ter ficado de 2000 a inicio de 2002 sem gravar disco de carreira , ele reafirma a paixão pela arte da capoeira e resolve lutar pela responsabilidade social, assim criando uma ONG, sem fins lucrativos para ensinar a arte da capoeira e usar o mesmo como auto-resgate de transformação social do individuo, ensinando aos jovens: cultura, cidadania e responsabilidade.<br /> <br /> Em meados de (2002) Tonho Matéria retorna ao Olodum, ficando de 2002-2008, tendo participações em diversos festivais na Europa, Estados Unidos, Canadá, África e Austrália.<br /> <br /> Gravando com o grupo (02) CD´s e (01) DVD.<br /> <br /> Logo em 2009 Tonho Matéria retoma sua carreira artística e em meados de Junho do mesmo ano é convidado a participar de uma turnê de 13 Shows na Europa, assim gravando mais um CD/DVD Ao vivo, fruto de uma apresentação do cantor no festival de Coburg na Alemanha , onde atraiu cerca de 85 mil pessoas. No repertório, grandes sucessos do Axé music, Samba-Reggae e MPB. Esse trabalho marca uma nova fase do artista que opta por sua independência frente às indústrias fonográficas. A partir desse ano (2009), Tonho passa a negociar obra a obra com as gravadoras.<br /> <br /> Ainda em 2009, Tonho Matéria, faz grandes espetáculos Percussivos e com elementos da cultura popular brasileira por varias cidades da África, Alemanha, Argentina, Austrália. Misturando o vibrante e contemporâneo, o trabalho mistura samba-reggae, MPB, frevo, galope e até mesmo a música eletrônica, que logo criam-se corpo.<br /> <br /> Em seguida Tonho grava um álbum importantíssimo na Itália, produzido por Gabrielle Dandrea e Adson Santana, O disco intitulado “Pop-Afro-Eletrico” e pelo próprio cantor. Com esse trabalho, Tonho Matéria foi buscando fatores diferenciados das batidas eletrônicas e do Black-music.<br /> <br /> “Na “ida para Grécia, Tonho participa de alguns eventos e logo na rota grava mais um Disco denominado” Black and White”, gravado pelo produtor Pimentão em parceria com a banda percussiva Paranauê, misturando sons gregos, turco e arábico.<br /> <br /> Hoje, Tonho possui mais de 400 canções gravadas, 10 CDs gravados (Solo), 04 CD´s (institucionais) 02 DVD´s e milhões de discos vendidos em todo o mundo. É também o primeiro artista a levar a Capoeira aos palcos em Shows, único artista brasileiro convidado para a exibição de shows na África do Sul durante a copa do mundo de 2010, fez parte por diversos anos do Festival de Jazz de Montreux. Já cantou com os grandes nomes da música brasileira como: Caetano Veloso e Gilberto Gil, Ziggy Marley, Nelson Rufino, Jair Rodrigues, Leci Brandão, Beth Carvalho, em Oslo, na entrega do Prêmio Sharp Music, onde disputou com Martinho da Vila e Prêmio Qualidade do Brasil.<br /> <br /> A vitalidade artística das obras de Tonho Matéria Fez com que vários artistas vendessem milhões de cópias e até mesmo dando resultado notório no cenário musical, podendo ser comprovada pelo fato de todos os álbuns do cantor ter apresentado hits nacionais e por ter tido suas canções compondo trilhas em trecho de novelas, filmes e programas brasileiro, em alguns anos.<br /> <br /> Carnaval<br /> <br /> O Carnaval da Bahia se caracteriza por ser uma festa da coletividade. Ela foi evoluindo da separação entre classes sociais – carnaval de rua e de clubes – para o momento de celebração de uma espécie de utopia de igualdade. É no carnaval que dá certa idéia de paraíso – tão cara ao primeiro momento da descoberta do Brasil, pelos portugueses – se torna concreta, a partir da construção social. É então que um povo que carrega um sangue misturado das três raças fundadoras da sua identidade mostra a melhor síntese possível dessa mistura. Porque nessa festa, todos os tons de pele e todas as proporções de mistura querem significar a grandeza desse encontro múltiplo.<br /> <br /> O carnaval da Bahia, com dois milhões de pessoas que participam de uma programação de música e dança de praticamente uma semana, com uma duração diária de mais de 16 horas, é a expressão de uma cultura popular que adquire no tempo características de fenômeno mercadológico de grandeza inequívoca para a economia de Salvador e do estado da Bahia.<br /> <br /> Em 1950, Dodô e Osmar criaram a “fóbica” - um carro aberto, adaptado para a apresentação dos músicos. Está inventado o trio elétrico que será um marco na multiplicação do potencial de participação do público no carnaval.<br /> <br /> Aos poucos, o som do trio elétrico vai se tornando a atração principal do carnaval da Bahia. Em 1969, a gravação de Caetano Veloso, da música de sua autoria, Atrás do Trio Elétrico, consagra definitivamente a antiga fóbica (a essa altura transformada em caminhões que serviam de palcos para grupos musicais maiores) como a marca mais forte do carnaval baiano.<br /> <br /> Paralelamente, o carnaval dos blocos vai evoluindo em várias propostas estéticas e musicais diferenciadas, onde os afoxés mantinham suas raízes africanas com a puxada do ijexá, os blocos de classe média - que começam a crescer e se multiplicar - utilizam músicas de carnaval - a maioria do carnaval carioca-brasileiro, até que surgem os blocos-afros - numa evolução da proposta estética dos blocos de índio. Eles introduzem no carnaval algumas inovações fundamentais: desfile com temas e músicas compostas especialmente para a ocasião. Nesse período, o carnaval de rua começa a adquirir mais glamour e o elitismo do carnaval de clubes inicia certa retração.<br /> <br /> Em pouco tempo, a organização cada vez melhor do desfile associada ao surgimento de novos cantores baianos, trazendo para o sucesso nas rádios e TV ritmos originalmente baianos, com o sucesso de Luiz Caldas, Sara Jane e do Chiclete com Banana, somando-se ainda à evolução do Ilê-Ayê e o surgimento do Olodum com presença contagiante na festa, vão transformar o carnaval de Salvador, em pouco tempo, no maior, mais longo, e mais itinerante show ao ar livre do mundo. As classes médias e até as elites finalmente entregam os pontos: no final dos anos 80, os bailes de carnaval entram num processo de irreversível decadência e o carnaval de rua passa a ser a identidade coletiva do carnaval da Bahia.<br /> <br /> No início dos anos noventa, o carnaval da Bahia já se consolidou como uma fábrica de talentos e artistas como os precursores Luis Caldas, a banda Chiclete com Banana, o Ilê-Ayê, Margareth Menezes e finalmente o Olodum levam o sucesso do carnaval para o mercado do disco e começam lentamente a abrir brechas no mercado nordestino e depois nacional da música.<br /> <br /> Mas é no período 94/95 que o carnaval da Bahia vai se tornar responsável pelo maior sucesso no mercado da música brasileira: Tonho Matéria alcança o liderança nas rádios de todo o Brasil com o samba “ Jchaco” , o seu show bate recordes de público do Oiapoque ao Chuí e o artista torna-se o primeiro da nova música baiana a ter um especial sobre a sua música e carreira exibido numa emissora nacional, a Rede Globo. O sucesso espetacular de Tonho rompe de maneira radical com os preconceitos e barreiras que os grandes centros haviam imposto à música baiana de origem ligada ao nosso carnaval.<br /> <br /> E é o seu grande sucesso no Brasil que vai transformar Tonho Matéria n principal artista do carnaval baiano.<br /> <br /> Hoje Tonho Matéria é a atração do bloco Afro Mangangá , estrelando absoluta no circuito (Osmar) avenida, o primeiro bloco de Capoeira do Mundo a ser composto por mais 2 mil associados, criado como alternativa para os capoeiristas: diversão, arte, cultura e cidadania, na ampliação da Capoeira para o mundo.<br /> <br /> Independência artística<br /> <br /> A necessidade de expressar suas idéias, opiniões, sentimentos e musicalidade fizeram com que Tonho Matéria se revelasse como compositor, publicitário, mestre de capoeira e produtor cultural.. Tonho também é responsável pelos arranjos da grande maioria das músicas presentes em seus discos e shows, elaborando-os sozinho ou em processo de criação na coletividade ao lado dos músicos de sua banda e/ou produtores de seus álbuns. Essa participação nos arranjos faz com que ela defenda cada obra com a alegria de um cantor coerente com a sua identidade artística.<br /> <br /> Tonho também assina a direção artística dos shows onde aproveita para colocar em prática um estilo original, que mistura sua formação em Capoeira e dança moderna com a sua vivência nas danças de rua, de expressão afro, típicas de Salvador.<br /> <br /> E preocupado com a integridade de sua arte, investiu na autonomia e independência de sua carreira, condição fundamental para a sua liberdade artística. Para concretizar sua independência, fundou a produtora “ Aldeia Tribal Produções” e neste mesmo empenho de autonomia foram criados: um Grupo afro, uma editora de música montada por Tonho para lhe garantir o controle sobre sua obra e, assim evitar o mau uso ou a vulgarização de suas músicas. Com isso, Tonho Matéria decide os rumos de sua carreira e se sente livre para assumir opções ousadas ou comercialmente arriscadas.<br /> <br /> Carreira Internacional<br /> <br /> A consagração de Tonho Matéria no Brasil com o “Jchaco – Rum Bragadá – To Maluco, teve forte repercussão em outros países projetando a artista no exterior. Primeiro foi à Guiana Franceas em 1987, quando pertenceu a Banda Araketu, onde a artista alcançou o primeiro lugar nas rádios e começou a se tornar um fenômeno em composições. Até hoje é um dos artistas brasileiro que mais viaja exteriormente.<br /> <br /> Decidindo a ampliar ainda mais as fronteiras de sua música, o artista fará sua nova turnê internacional com o show Tonho Matéria “Trifásico” , aumentando o número de países e multiplicando o público conquistado em relação às turnês anteriores. Mais uma vez um grande sucesso: bateu o recorde de público do Festival de Coburg, na Alemanha, tendo lotação esgotada. A imprensa desses países registrou sua passagem com estímulos e sobre tudo um sucesso.<br /> <br /> Tonho Matéria<br /> <br /> Antonio Carlos Gomes Conceição, nasceu em Salvador, no estado da Bahia, no dia 12 de Maio de 1964 e desde os oito anos de idade estabeleceu um vínculo com a arte, quando começou a freqüentar as aulas de capoeira nas manifestações populares da Bahia, ministradas pelo saudoso mestre Caiçara, no ( Mercado Modelo) em Salvador Bahia.<br /> <br /> Sua vida sempre foi influenciada pela cultura de sua cidade. Com 20 anos iniciou sua carreira de cantor, começando a cantar nas entidades de blocos afros de Salvador, no mesmo ano formado em Técnico de contabilidade, largou sua missão de ser funcionário contábil, para ser Tonho Matéria, um artista do povo.<br /> <br /> Filha de Eufrosina Maria do Santos, vendedora de acarajé, e de Agripino Gomes da Conceição, vendedor de laranja e fabricador de ladrilhos, Tonho passou a infância numa casa muito pequena com todos os seus irmãos, numa rua tranqüila do bairro do Pau Miúdo. A vida de classe humilde foi levada entre o gosto pelas brincadeiras e pela arte e a responsabilidade nos estudos.<br /> <br /> Artista, cidadão e pai de Allan e Raysson, Tonho tem a inquietação como uma de suas principais características, que influenciou todo seu trabalho que é notório.<br /> <br /> Tonho é um cantor que, além dos cuidados com a voz , supervisiona arranjos, pesquisa timbres e valoriza o conceito de cada trabalho. O samba-reggae foi uma escolha e reflete a influência que a cidade do Salvador e sua cultura exercem na vida e carreira de Tonho Matéria. Porém, não há limites para o artista que não se inibe ao mesclar samba-reggae com música universal.<br /> <br /> Cidadão pós-moderno, ciente e comprometida com seu papel social, Tonho possui sua próprio ONG – Associação Sócio-Cultural e de Capoeira, Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, além de colaborar com Campanhas de interesse público, principalmente, voltadas para crianças e adolescentes.<br /> <br /> Com onze CDs gravados e dois DVDs, Tonho Matéria é hoje o cantor brasileiro com respaldo internacional, com 25 anos de carreira e 8 anos de turnês fora do Brasil.<br /> <br /> Tonho não economiza nas formas de se comunicar, faz isso através do canto, dos seus discursos sempre pertinentes, da Capoeira, de sua energia inigualável que a mantém em cima de um trio elétrico por vários dias consecutivos, sete horas diários e ininterruptos, durante o carnaval de Salvador, que entrou para o Guiness Book como a maior festa de participação popular do mundo.<br /> <br /> E assim, ele continua perseguindo seu sonho de ver o mundo dançar.

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