Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura.
Sou vida difícil e dura.
Sou nordeste brasileiro.
Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover.
Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino.
Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser.
Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado.
Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada.
Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer.
Mais mesmo nesse padecer eu sou feliz desde menino.
Quanto mais sou nordestino, mais orgulho tenho de ser.