MC KM não é invenção, a começar pelo nome artístico(abreviação do seu próprio nome de batismo-Kaio Minelli). Nascido e criado na Zona Leste de São Paulo, a popular ZL, na tradicional Vila Prudente, KM cresceu como as crianças não crescem mais hoje em dia, curtindo as clássicas brincadeiras de rua. Mocinho e bandido, pipas e bolinhas de gude e a mítica pelada de rua, aquela com os chinelos improvisados no gol e as monumentais partidas do terrão. Nascia aí seu primeiro talento e vocação, KM chegou a treinar no Nacional, Esporte Clube Corinthians Paulista e no CTC Futsal , mas um grave acidente de carro colocou por terra sua trajetória no futebol as vésperas de ser integrado ao elenco do Nacional Atlético Clube, tradicional clube de São Paulo.
Múltiplo no seu talento, KM já foi modelo fotográfico, é tatuador de respeito (o que explica em parte as suas mais de 20 tatuagens), embora hoje não exerça mais a profissão e principalmente músico: toca cavaquinho. E tem ainda um talento escondido, o ilusionismo.
A aproximação do funk se deu pela sua sede de cultura de rua que vem desde moleque quando corria descalço pelas ruas do bairro e dos graphites que até hoje enfeitam a Rua Ernesto da Silva , onde reside.
KM é Pop Funk, mas não se prende a um estilo musical, misturando com maestria a malandragem da rua, o funk ostentação “Sheik”, a diversão “Hoje é Festa” e “Solteira”, pitadas de romantismo em “Pecado” e “Fã de Carteirinha” e até inaugura uma nova vertente, o funk-chaveco com “Vem me Beijar” que bebe nas fontes da soul music brasileira de Tim Maia e Cassiano, fazendo uma declaração de amor cheia de malandragem.
Uma das características principais do artista é a presença de palco. Bem humorado é capaz de levantar até a mais gelada das plateias com piadas, raps, bom papo e claro muita música!